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Entendendo a ansiedade em crianças e adolescentes

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O transtorno de Ansiedade está aumentando cada dia que passa. O reconhecimento deste aumento por parte dos profissionais de saúde nos últimos 10 anos, chegou aos 17% nos diagnósticos de transtornos de ansiedade em jovens, de acordo com um estudo. A população está percebendo que os transtornos de ansiedade podem ser bastante sérios, procurando cada dez mais por um tratamento que supere o nível de ansiedade de uma geração, já que a ansiedade vem sendo a causa número um de preocupação nos serviços de aconselhamento escolar e universitário.

Ainda assim, a proporção de crianças e adolescentes que recebem tratamento para ansiedade é a mais baixa de todas as categorias principais de transtornos mentais, enquanto a prevalência de ansiedade na população é muito alta. Em algum momento, 30% das crianças e adolescentes preenchem os critérios para um transtorno de ansiedade, mas 80% dessas crianças nunca receberão ajuda.

Não é nenhum mistério que exista uma lacuna tão grande entre a necessidade e o acesso aos cuidados – a ansiedade talvez seja o problema de saúde mental infantil mais incompreendido. Algumas crianças com ansiedade evitam situações ou objetos que desencadeiam medos, outras reagem de forma explosiva, mas esse comportamento é frequentemente interpretado como raiva ou oposição. Crianças e adolescentes que estão em extrema angústia ainda são rejeitados por serem tímidos e esperados para “crescerem”. Pelo contrário, é importante que estes jovens recebam cuidados porque os distúrbios de ansiedade não são inofensivos. Ansiedade não tratada pode causar uma patologia muito séria, onde se transforma em níveis altíssimos e  acompanhada com outras comorbidades. Por sua vez, aumenta o risco na idade adulta para vários resultados ruins, incluindo depressão, abuso de substâncias e tendências suicidas.

Como psicóloga e defensora do acesso aos cuidados de saúde mental, existe a preocupação de que a visão popular da ansiedade infantil possa impedir que seja levada a sério. Muitas vezes escuto acusações de que nós, psicólogos, estamos “patologizando” crianças normais, o que é irreal. Os fatos reais estão incluídos no recente publicado Relatório de Saúde Mental Infantil do Child Mind Institute 2018. A maioria das crianças “tímidas”  está clinicamente ansiosa, ou desencadeando a ansiedade e merecem tratamento, o que é eficaz em mais de 80% dos pacientes jovens.

Os transtornos de ansiedade afetam milhões de crianças que muitas vezes desenvolvem mais distúrbios de saúde mental e métodos de enfrentamento perigosos, como autolesões e abuso de drogas. O tratamento psicológico funciona, mas é preciso melhorar drasticamente a visão que temos dele. Aumentando a capacidade dos jovens que não recebem esta ajuda. A maioria das pessoas que procura o tratamento, experimenta uma melhoria significativa e desfruta de uma melhor qualidade de vida.

Quais são os sinais de ansiedade nas crianças e adolescentes?

Quando as crianças se sentem ansiosas, elas nem sempre conseguem entender ou expressar o que estão sentindo. Você pode perceber neles estes sintomas:

  • tornar-se irritado, choroso ou pegajoso,
  • tem dificuldade em dormir,
  • acorda na noite,
  • começar a fazer xixi na cama,
  • tenha sonhos ruins (pesadelos).

Em adolescentes, percebe-se que elas tem:

  • falta de confiança para tentar coisas novas ou parecer incapaz de enfrentar desafios simples e cotidianos,
  • acha difícil se concentrar,
  • tem problemas com dormir ou comer,
  • são propensos a explosões de raiva,
  • ter pensamentos negativos e sempre pensar que coisas ruins vão acontecer,
  • começar a evitar atividades cotidianas, como ver amigos, sair em público ou frequentar a escola.

Quando devemos obter ajuda?

Se a ansiedade de seu filho é grave, persiste, obtêm vários sintomas e interfere em sua vida cotidiana, é uma boa ideia obter ajuda. Uma visita a um psicólogo é o primeiro e bom lugar para começar. Se a ansiedade de seu filho está afetando a vida escolar, é uma boa ideia conversar também com a escola e psicólogo juntos.

 

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